Richard Brenson, dono do Grupo Virgin, em visita ao Brasil para o 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, poderia estar sondando o mercado de aviação nacional para novo lançamento.
Brasil Econômico: Março, 24 de 2011
Sugestão Darkman

O empresário britânico estaria dando prosseguimento a sua estratégia de aproximação com os mercados emergentes através da Virgin Atlantic Airways, companhia aérea da qual Branson tem 51%.
Segundo fontes do setor de aviação civil, a intenção do executivo seria entrar no mercado de passagens de baixo custo, competindo assim com companhias como Azul e Webjet.
O interesse no mercado brasileiro já havia sido manifestado em 2008, quando o excêntrico executivo apontou a dinâmica do mercado nacional.
"Sabemos que há um grande espaço para crescer diante das dimensões do País e da necessidade do desenvolvimento do setor aéreo para o próprio crescimento do Brasil", afirmou na época em evento no Forum Humanitário Global em Genebra.

Neste ano, em janeiro, o assunto voltou à tona, com data marcada. O bilionário afirmou ter planos de abrir uma nova empresa aérea no país ainda neste ano, como forma de aproveitar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos em 2014 e 2016, respectivamente.
"O Brasil é a cara do Richard Branson e dos negócios da Virgin", sugere Neil Montgomery, advogado especializado em assuntos de aviação responsável pelo Departamento de Assuntos Corporativos e Aviação da Felsberg Associados.
Baixo custo
Montgomery, que foi responsável pelos trâmites jurídicos da entrada da Singapore Airlines no Brasil, bem como pelo início das operações de diversas empresas aéreas estrangeiras no Brasil, entre elas, a Emirates e a Turkish Airways, afirma que para entrar nesse nicho, seria necessária uma iniciativa extremamente agressiva, característica que vem marcando a bem-sucedida operação da Azul.
"A Virgin é agressiva por natureza", sinaliza o advogado. "Além do mais, eles são concorrentes e inimigos da British Airways e da American Airlines. Entrar com força no mercado emergente dessas economias em expansão seria uma ótima forma de compensar esse afastamento das grandes fusões mundiais das quais a Virgin tem se mantido afastada".
No entanto, para competir diretamente com companhias como Azul e Webjet, Brenson teria de ultrapassar o grande obstáculo da legislação atual, que só permite que 20% do capital das empresas aéreas sejam compostos por dinheiro estrangeiro.
Mesmo assim, Montgomery garante que esse não é um sonho distante. "Há um lobby forte pressionando o governo para aprovar o quanto antes a expansão desses 20% para 49%", explica o advogado. "Essa aprovação está muito próxima de acontecer, o que permitirá uma série de negócios muito interessantes, como joint ventures por exemplo."
Enquanto essa aprovação não vem, o advogado não descarta a possibilidade da empresa de Branson voar trajetos internacionais com tarifas mais baratas. "Há um mercado para isso."
O mesmo não acontece com outras empresas como a britânica Easyjet ou a irlandesa Ryanair — que recentemente gerou polêmica sugerindo os vôos em pê e a cobrança pelo uso dos banheiros nas aeronaves.
"Essas companhias não têm aviões estruturados para vôos internacionais de longa distância."
Mercado
O advogado afirma que, apesar da falta de infraestrutura e do superlotamento dos aeroportos, ainda há espaço para operação de novas empresas estrangeiras no país. "Elas têm procurado operar em horários de movimento fraco, nada disputados pelas outras operadoras", sinaliza.
Não por acaso, Montgomery sinaliza que ainda este ano outras empresas aéreas estrangeiras podem começar a frequentar os aeroportos internacionais no país. "Estou em tratativas com pelo menos uma na Europa, uma na Ásia e outra do Oriente Médio"














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